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segunda-feira, 3 de março de 2014

Irmão Naldo - Por Rafael Reparador


Irmão NaldoObservando a novela da “conversão” do show man Naldo, umas das mais brilhantes estrelas pop do Brasil, atualmente, fui conduzido a refletir sobre o êxodo de alguns representantes da classe artística secular brasileira para o segmento evangélico.
Pra mim é importante conceituar algumas coisas pra que eu possa me sentir respaldado em minhas ideais. Então, procuro sempre fazer uma diferenciação satisfatória entre fé cristã e mundo cristão, cristandade e cristianismo, God spell e Gospel.
Aprendi que nem tudo o que chama Jesus de Senhor está de fato sob seu senhorio. Isto é a Bíblia quem diz ao meu coração! Desta forma, entendo que nem tudo o que possui o selo Gospel, é de Deus.
Sobre a classe artística e seu êxodo entre os segmentos, algumas figuras que se tornaram célebres me vêm à mente neste instante. Entre elas, o trombonista que dizia ter tocado numa das maiores bandas da história do Brasil, o cantor que fazia parte de uma banda daquelas com dezenas de percussionistas lá da Bahia e também o rapaz que era backing vocal contratado por uma banda pop daqui de Minas Gerais.
Pelo menos, nesses três casos, há algo que me deixa intrigado: o fato curioso dos mesmos nunca terem alcançado a fama e o sucesso antes de se converter!
Não posso julgá-los em suas histórias de vida, nem acerca de suas experiências com o Salvador. Eu sei quem é Jesus e sei do que Ele é capaz de fazer na vida da gente e não ficaria surpreso se pudesse sentar com alguns desses ‘irmãos’ e ouvir deles histórias ‘escalafobéticas’ de como as coisas se deram entre eles e Jesus.
No entanto, torno a dizer que me intriga o fato de alguns músicos com histórias medíocres em suas fases pré cristãs se tornarem estrelas de primeira grandeza no panteão babilônico do mercado fonográfico gospel do Brasil.
Acerca desses, tenho um pé atrás e uma pulga atrás da orelha sempre, quanto ao fato de que talvez sejam apenas oportunistas, que adentraram na cena com vistas ao lucro.
Sei que esse papo é até ridículo pra alguns, pois tudo isso é bem óbvio até (falo sobre o fator mercadológico da cena gospel), mas é que pra mim, igreja sempre foi outra coisa e o lance de Reino de Deus sempre habitou meus mais sinceros e puros sentimentos humanos. Sempre fiz tudo por amor a uma causa, um ideal, tentando viver por aquela utopia de “fazer por fé”.
“Amado, isso é coisa de primeiro amor!”, alguns podem dizer, como se viver esse tipo de amor fosse coisa de menino e o pragmatismo mercadológico cristão do Brasil fosse sinônimo de mundo adulto. (Adúltero, pra mim!)
Sobre essas coisas, prefiro ser menino pra sempre, acrescento.
Mas voltando ao Naldo, tem uma coisa importante. Naldo é o cara do momento, ele está no Multishow, na Rede Globo, nos maiores palcos do Brasil e do mundo. Naldo é a cara e a música do momento por aqui. Está na crista da onda pop e já foi procurado por grandes nomes da música internacional por sua relevância.
Gente, embora eu não curta e sequer tenha ouvido uma música do Naldo inteira até agora, devo admitir: Naldo não está chegando pela porta dos fundos, em busca de um mercado a mais.
Ao menos, não é o que parece pra mim! Mas como já disse antes, sou menino pra essas coisas e não tenho malandragem suficiente pra entender mais profundamente os meandros da Babilon Gospel Music of Brazil.
Posso estar enganado, mas vejo na outra ponta dessas histórias que se cruzam de alguma forma, o ex líder da banda Raimundos, o Rodolfo.
Rodolfo é um fato incrível, pois abandonou o topo do mainstream se jogando quase que diretamente no ostracismo, na vida monástica de uma igreja local, em busca daquilo que em seu interior parecia buscar: paz, salvação, cura…
Acho que são coisas assim que nos conduzem a Cristo, anseios existenciais, respostas satisfatórias a questões profundas de nossa psiquê avariada pelo pecado.
Acho que o Rodolfo é uma pessoa que se converteu de verdade, o que é possível ser observado em suas poucas aparições e que são tão bacanas e emocionantes sobre sua nova vida com Cristo, que edificam de verdade.
Ouvir e ver o Rodolfo é uma experiência emocionante!
Espero que seja assim com o Naldo, que ele se encontre com o Mestre e se deixe ser conduzido por Ele. Espero que não caia nas teias desse mercado horrível e oportunista que é o Mercado Gospel brasileiro, o qual só visa dinheiro, mídia, exploração e mais dinheiro.
Por Rafael Reparador - Gospel +

Quando a crítica faz mal ao corpo? Quando é hora de parar? - Por Raquel Alane


Quando a crítica faz mal ao corpo? Quando é hora de parar?Liberdade de expressão, liberdade de pensamento e respeito à opinião são direitos inalienáveis do ser humano. Nós, em Cristo Jesus, também aprendemos a pensar e a nos expressar com aquele que foi o maior de todos os Mestres e pensadores que o mundo já viu.
Da mesma forma como nos tempos do nascimento da Igreja, vivemos um momento onde os princípios da Fé misturam-se as noções do paganismo, humanismo, ufanismo e muitos outros ismos que trazem confusão à mente daqueles que só querem sinceramente fazer a vontade de Deus. Uns por porfia, outros por inveja, muitos por ganância e poucos por amor. Assim tem sido a vivência da cristandade em nossa terra.
A confusão ideológica chega a ser tão grande que às vezes a impressão que temos é que mais Mal do que Bem é feito em Nome de Deus. São escândalos, divisões, brigas que a cada dia recheiam as páginas dos sites evangélicos e alimentam os ávidos por podridão.
No entanto, no meio deste cenário caótico, somos tentados a esquecer do principal: a esquecer que no meio da plantação existem os fiéis. Estes, também chamados de remanescentes, não estão perdidos. Estão lutando para manterem-se fiéis e perseverarem no caminho da Missão. Eles existem e na nossa luta pela defesa do Evangelho, às vezes podemos generalizar e esquecer destes.
Foi exatamente isto que começou a acontecer comigo. Eu fiz o que tanto denunciei: Eu generalizei. Não estou falando das celebridades gospel e dos seus cachês, shows e da máfia que se esconde por trás da superfície, não estou falando das heresias e discursos de dominação política que chamam de evangelho. Estou falando de que no meio disso tudo, ferimos os pequenos.
Os pequenos são os fiéis, são os anônimos, são os que estão preocupados com a obra de Deus. Eles estão no meio da batalha e não tem culpa de nada. Mas sofrem as mais terríveis retaliações.
O que fazer por eles?
Existem sempre os mal intencionados. Existem os que se alimentam da discussão. Existem os que não sabem ler e interpretar um texto de forma honesta e usam de artifícios para inventar suas guerras. Às vezes acho que estes (que para me divertir me rotulam de esquerdista da missão integral), verdadeiramente tem a mente vazia. Sinceramente não tem a mínima ideia do que falam ou vivem. Mas são criativos. Entretanto, com os pequeninos do Senhor é diferente. Os pequenos do Senhor estão ocupados na obra de Deus. E quem está ocupado não precisa ser vítima de fogo amigo.
O melhor a fazer é cuidar para não acertá-los. Há hora de falar, há hora de calar, há hora de ouvir, há hora de se humilhar e de se submeter ao Senhor.  Assim, eu quero caminhar, sabendo que no Brasil o Senhor tem levantado uma igreja fiel. Pena que nós não falamos muito dela. Que o Senhor me perdoe por isto. E Ele já fez.
Que o Senhor nos ensine, pois nesta vida estamos apenas a caminho e no serviço.
Por Raquel Alane - Gospel +

Os perigos do fundamentalismo - Por Johnny Bernardo


Os perigos do fundamentalismoO que caracteriza um fundamentalista religioso? Como entender indivíduos como o fundamentalista árabe? É de fato uma pessoa, ou uma figura criada para abrigar sentimentos não racionais, exclusivistas, de um segmento religioso fanático? Sentimentos reprimidos por uma experiência não racional, ou não bíblica, mas por uma aversão completa e total à sociedade, ao “inimigo” criado ou exacerbado em seus devaneios, em seus delírios de “complô”, de “conspiração”, de “guerra total”. Trava uma guerra não bíblica, não messiânica, ao despreciar expressões evangélicas que claramente condenam à luta contra a carne e o sangue, de que o “meu reino não é neste mundo”.
O fundamentalista religioso acredita possuir uma missão que é a de “combater” o inimigo onde quer que ele esteja, seja fora ou dentro da religião que ele professa. Há sempre uma “trama” ou “complô” contra sua missão “salvadora”, contra sua iniciativa de restauração do “Reino”, do modelo religioso de sociedade, de família. Onde todos vêem azul e verde, o fundamentalista vê apenas preto e branco. Sua visão, deturpada por seus devaneios e delírios diários, é duramente atingida, prejudicada, na medida em que desenrola sua missão, seu objetivo central e fundamental de vida.
“O inimigo está no Estado, na Escola”, acredita o fundamentalista. Entende ser necessário tirar do professor a função de educação de seus filhos (a educação é vista como antirreligiosa e pagã). Igualmente a sociedade está impregnada de ímpios, de pecadores que merecem não menos que o inferno, a condenação eterna. Evita-se o convívio social, o relacionamento do banco de praça, das organizações sociais. Isola-se. Busca-se uma alternativa não social, não dependente do Estado. Vê o campo, o interior como viável para cuidar de seus filhos e travar uma batalha à distância.
À distância, mas perto o suficiente para vasculhar perfis, sites, blogs, desenrola sua “luta” contra o “inimigo”, contra o “opositor” que agora não somente atua na sociedade, mas dentro das igrejas. Nesta guerra a ética muda de configuração, de aspecto, de princípios. É preciso ganhar aliados (acredita o fundamentalista). Não importa seu passado, seus projetos pessoais, conquanto esteja alinhado com suas ideias (Maquiável?). Cria uma imagem de “super-homem”, de “messias” capaz de captar a atenção de aliados, de indivíduos que igualmente enxergam preto e branco em tudo.
Cria-se uma ou várias centúrias de “guerreiros”, de “soldados” para atuar nas trincheiras, na defesa do fundamentalista, que poucos conhecem pessoalmente, sabem de sua história. Mas ele está aí, à espreita de novos inimigos, de opositores, à espera de novos indícios da presença do “mal” que possa usar em benefício próprio, mesmo que mudando o rótulo, o sentido da mensagem deste novo inimigo. O importante é usá-lo para alcançar novos aliados para sua causa, sua “guerra” santa, que não é de Alá, nem de Jeová, mas sua própria guerra. Posicionados, seus soldados entram em ação para defendê-lo, mesmo em zonas onde o fundamentalista lá não está, não seja permitido atuar.
"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef. 6.12).
Jim Jones, David Koresch, Francisco Herman Pevoc, David Berg, Joseph di Mambro, Luc Jouret, Charles Manson, igualmente acreditavam possuir uma “missão”, um “inimigo” a ser combatido. Eram carismáticos, tinham capacidade de atração. Alcançaram discípulos, defensores de suas ideias “revolucionárias”, de sua “causa”. Primeiro, deu-lhes o que acreditar. Segundo, mostrou-lhes o inimigo. Terceiro, os isolou da sociedade, da família, dos filhos ou parentes que estavam “sob maldição”, da escola e principalmente: da mão onipresente e onisciente do Estado, do Poder.
Os destruiu psicologicamente. Os usou para o cumprimento de sua “missão”. Resultado: indicou que a única forma de escapar do inimigo seria via “suicídio”. Dos ranchos, vilarejos, mansões, carregaram-se diversos sacos de mortos. A sociedade foi impactada. Califórnia, Guiana, França, Canadá, Áustria, Japão. Centenas de sacos. Mas não “morreram em vão” – cumpriram o desejo maior de seu mestre, de seu líder. Foi o resultado. Estava feito. Hoje, nos EUA, na Europa Oriental, no Mundo Árabe, na Rússia, extremistas os mais diversos comentem atos isolados ou em conjunto contra nacionais e estrangeiros, motivados por promessas de triunfo. É o fundamentalismo.
M. Alvares, psicanalista com especialização no tratamento de adeptos de seitas fundamentalistas, chama a atenção para algumas características do perfil de um fundamentalista religioso. Segundo ele, o Outro aparenta acreditar ser um soldado. Procura se identificar com os líderes primitivos. Sua ética é questionável. Quer ser visto, aplaudido, seguido por soldados igualmente hostis ao inimigo. Ao procurar, vasculhar perfis pela internet, aparenta estar em busca de um novo alvo que justifique sua existência. Ao encontrar elabora um projeto de ataque. Escolhe cuidadosamente as ideias, as palavras, as expressões. Modifica algumas. Mostra para seus discípulos onde está o inimigo. Onde combatê-lo. Como combatê-lo. Nesta luta contra inimigos virtuais e materiais percebe a necessidade de se cercar de amigos, de esconderijos, de locais seguros. Afinal está em guerra. Sua vida é caracterizada por uma constante preocupação com “quem pode nos ver aqui”. Conclui Alvares: “é um forte candidato à líder destrutivo, como os jihadistas islâmicos ou os fundamentalistas sectários”.
Por Johnny Bernardo - Gospel +

A visão - Por Rafael Reparador


A visãoEntre o “pelo mais” e o “pelo menos”, optei pelo mais, arriscando acreditar na consciência, abandonando o comportamento egoísta.
Todo aquele que vê está automaticamente convocado a falar! Assim foi com os profetas de outrora, assim é com os poetas de agora.
Se enxergarmos além e tomarmos consciência, deveremos assumir o papel de anunciadores da visão.
Visão é vocação, visão é chamado! Aquele que vê é alguém de quem lhe foi chamada a atenção, então, como visionário, deve assumir de pronto sua posição.
Subiu na torre, questionou a Deus, ouviu sua voz, adentrou os portões dos céus, obteve respostas, enxergou do alto? Ganhou de presente uma função diante de seu povo!
Há os que vêem e os que não. Há os que vêem e os que fingem não ver. Há os que apontam e os que seguem. Há pastores e ovelhas. Há bons e maus. Há filhos e há escravos. Há verdadeiros e há também falsos.
Subi na torre e tive meu viés. Recebi o prisma que refracionou a luz dentro de mim e me fez ver que todas as cores se resumem numa só.
E fui lá e vi! Agora ninguém pode me calar, porque eu sei o que vi. Vou falar, já tenho falado e vou continuar falando.
Quanto a você, se quiser continuar fingindo, minhas palavras não lhe servem de nada. Mas ao que busca a resposta genuína e não a fake, o pão fresco e não o requentado, o ouro puro e não o batizado, o ázimo de Deus e não o fermentado… a esses conclamo: sigamos pelo caminho alternativo que foi aberto desde os céus para os sinceros, que independe do dedo podre de homens corruptos para caminhar ao lado de Deus.
É no Filho que recebemos a luz para a jornada e não nesses guias cegos, portadores de tochas que brilham somente até o seu redor e que conduzem por caminhos de justiça e interesse próprio.
Chegou a nossa vez e não vamos prevaricar! Chegou o nosso tempo e não vamos protelar. Peguemos nossas ferramentas, nossas foices e pás e as transformemos em armas. Sendo quem for, estando onde estivermos, sejamos ali o profeta de Deus.
Esqueçamos os hipócritas que tomaram para si o trono da igreja. Assim foi com fariseus, assim é com evangélicos. Esqueçamos os religiosos que exigem comportamentos modelados em tradições de aparências, pois a verdadeira piedade é viver a vida de Cristo. Esqueçamos o ritual semanal, a lavagem cerebral e a manipulação da identidade.
Optemos por andar lado a lado com Deus, o Pai, com Cristo, o Filho e com o Espírito, a essência. Andemos no caminho e na verdade e vivamos a vida!
Por Rafael Reparador - Gospel +

Danilo Gentili é contra o carnaval e seus resultados! - Por Silvio Costa


Danilo Gentili é contra o carnaval e seus resultados!Um texto publicado por Danilo Gentili há algum tempo sobre o carnaval, voltou a aparecer em alguns endereços da web. Mesmo que Danilo exemplifique o que não é politicamente correto em muitos casos, seu texto nos propõe uma reflexão sobre o feriado (que é ponto facultativo), seus efeitos e custos.
Abaixo reproduzo na íntegra o comentário do humorista.
“Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em
prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período.
Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos, e até mesmo presidente que roubou nossa poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.
Mesmo sabendo o risco que corro,aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do carnaval do que viver no carnaval desse pais.” - Danilo Gentili
Por Silvio Costa - Gospel +

CARNAVAL. Você tem medo de quê? - Por Rogério Ribeiro


CARNAVAL.  Você tem medo de quê?Nos dias de Carnaval um costume bem conhecido e até entendido como “retrógrado” pela maioria dos cristãos hoje, era, até bem pouco tempo, o refugiar-se em retiros até que o carnaval passasse, livrando-os do assédio do inferno que visava levar os crentes ao pecado e à “lama babilônica” da tal festa. Hoje, parece que muita coisa mudou, não é verdade?
Não, não é.
Muitas igrejas tem saído em trabalhos evangelísticos em busca do pecador nas ruas em dias de carnaval, trazendo os “feridos”, desamparados e chafurdados na lama do pecado, até a igreja… Um numero cada vez maior…. “Bom, na verdade, falamos dos que querem de verdade um evangelho, porque a maioria prefere o pecado a render-se…”

E aí eu venho mais uma vez incomodar o pensamento “casto” e a consciência limpa dos que não a usam:
Pergunto: Render-se a que??
Ao seu discurso crente que não faz jus à sua vida?
Ao “Jesus te Ama” forçado dos dias de distribuição de folhetos e agora, “Abanadores” dom frases “pseudo-bíblicas”??
Você espera o que, dos que pensam um pouco mais em todo o contingente de informações que você como “cristão” tem propagado?
Será que a igreja não tem confundido as pessoas que “querem de verdade a Jesus” com os que apenas estão mais suscetíveis a um apelo por estarem fartos, cansados??
Você crê realmente que as pessoas que buscam no carnaval o “desabafo” para suas questões, buscam esse caminho, por quê?
Não está faltando nada em sua vida “cristã” que diz almejar ser parecida com a de Jesus, não?
Pois vou lembrar-lhe um fato que talvez tenha passado despercebido em sua busca por parecer-se com Jesus:

Levi era um cobrador de impostos. Fazia parte de uma gente mal vista pela sociedade judaica da época; Pessoas que por estarem à margem de uma sociedade pautada por uma vida religiosa, não possuíam outra alternativa a não ser justamente, lidar com o que possuíam, ou seja: A margem.
Eles não estavam no “seio” religioso, não compartilhavam do acolhimento dos “santos”…  Não possuíam outra alternativa a não ser, lidarem com suas vidas da forma que o mundo os ensinou. Assim era também Levi.
Daí você pode até dizer:
“Mas Levi tinha uma “sede”, uma vontade em mudar de vida…”
E eu volto a perguntar: Quem disse?  Quem sabia? Jesus?
Claro, Ele, sabia.
Além dele, ninguém sonda coração de ninguém…
Mas voltemos ao texto de Marcos 2 a partir do verso 13…
“Jesus saiu outra vez e foi para o lago da Galileia. Muita gente ia procura-lo, e ele ensinava a todos. Enquanto estava caminhando, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Então disse a Levi: – Venha comigo. Levi se levantou e foi com ele…”

Daí você pode concluir com uma visão religiosa, que Jesus o chamou e, simplesmente ele quis ir, por isso, o “pecador” que não quer, “de pronto”, seguir,  simplesmente não quer nada com Deus…
Engano seu (e o engano é tanto, que eu e muitos outros estamos aqui, em pleno feriado de carnaval, talvez lembrando a você, de seu possível engano… Se houver quem ouça, a missão foi cumprida).
É um engano lamentável, não se dar conta e aceitar que Jesus tratou de “encantar” a Levi com um gesto de proximidade. Ele o escolheu! Mais que isso, ele jantou em sua casa fazendo dela, um lugar para outros excluídos que faziam um “rolezinho” com ele…
Por fim, pra quem ainda não aceitava o comportamento do mestre que juntava multidões usando com propriedade o nome de Deus, Jesus reafirmou o que já dizia em sua conduta: “… Não são os sãos que precisam de médicos, mas sim os doentes…”.
Repare que o cuidado de Jesus com os “doentes” se dava numa Festa e não num hospital.
E é bem provável que a essa altura, se for bem religioso como a maioria, você esteja mais uma vez me “excomungando” por eu estar lembrando-o de sua responsabilidade em encantar as pessoas que precisam de Deus tanto quanto você.
Por isso, se precisar de se fazer presente em algum evento para o bem de alguém, faça-se presente.
Melhor que isso: Vá para as ruas! Vá ver um pouco do que se passa nos olhos das pessoas que você tanto condena! Vá procurar “solidarizar-se” com a dor de quem usa do carnaval pra se “esvaziar” das  mesmas coisas que você também está sujeito… Pare de se esconder do resto da humanidade, praticando de dentro das igrejas, a sua desumanidade costumeira!
Você está com medo de que?? De cair no pecado??
Desculpe-me… Mas se você tem este medo de cair no pecado por conta de sua “carne fraca”, é certo de que você não chegou ainda a uma maturidade cristã… Então, quer um conselho?
Pare de falar mal das pessoas no carnaval e vá buscar CRESCER! Vá buscar uma vida que honre o nome de Jesus, ao invés de usá-lo como desculpa para “segregar-se” do resto do mundo, acusando-o de “sujo” simplesmente por questões pessoais suas. Isso já será um amadurecimento.
Trate de AMAR a quem precisa é ser amado.
Caso contrário, essa conversa de ser “louco por Jesus” não vai passar de “conversa fiada” de religiosos, como o mundo costuma dizer com muita propriedade.
Caso contrário, a sua conversa de “Jesus te ama” vai continuar a ser o que tem sido há muito tempo:
A fala dos que pouco se importam; O subtexto que finaliza:
Jesus te ama, MAS EU NÃO.
Por Rogério Ribeiro - Gospel +

Religiões orientais na capital paulista - Por Johnny Bernardo


Religiões orientais na capital paulistaAos cinco anos você descobre que é uma versão brasileira de Dalai Lama. Sete anos depois, decide abrir mão de Nintendo e de namoro. Deixa o aconchego da casa no Alto de Pinheiros, região nobre paulista, para viver entre 4.000 monges da Índia. Michel Lenz Cesar Calmanowitz, filho de um engenheiro judeu e uma psicóloga presbiteriana, foi reconhecido como um lama – a reencarnação de um guru indiano – durante o aniversário de sua mãe, celebrado em um restaurante japonês. Um visitante do Tibete, trazido por um casal de amigos da família, lhe revelou: “Ei, garoto, você foi um grande budista em vidas passadas, sabia? De certa forma Michel sabia que sim Calmanowitz”.
O breve relato reproduzido acima faz parte da matéria “dalai sampa”, da jornalista Anna Virgínia Balloussier (Revista Serafina, Folha de São Paulo, p.35, 23/2). Segundo Balloussier, “já rapazinho, Michel fez a cabeça, raspou a cabeleira e foi morar num mosteiro indiano”. Hoje com 32 anos, mora com seu mestre na Itália onde dá conselhos pelo Twitter e busca ensinamentos no YouTube. De passagem por São Paulo, Michel falou à Serafina do Centro Dharma da Paz, um local de meditações filosóficas e prática do Budismo tibetano, localizado em Sumaré, zona oeste de São Paulo, e fundado em 1988, pelo Lama Gangchen Tulku Rinpoch, que frequenta o Brasil há mais de 23 anos e que teria sido o responsável pela identificação e ida de Michel à Índia e ao Tibete.
Construído em um terreno doado pelo empresário controlador da marca Parmalat, Marcus Elias – que teve seus bens bloqueados pela justiça por suspeita de “fraude”, em março de 2013 – o Centro Dharma da Paz também recebeu investimentos de Elias. À IstoÉ, revelou: “Não sou budista, sou lamaísta’, brinca Elias, que investiu R$ 10 milhões nas obras.”’ Ainda de acordo a revista, Elias conheceu o Lama Gangchen Rinpoch há quatro anos e, desde então, nunca toma decisões importantes sem ouvi-lo. Frequentemente viajam juntos pelo Tibete, Índia e Nepal. O empresário também doou um terreno na cidade de Campos do Jordão, onde foi construído o maior templo budista tibetano do Brasil, e para onde também acompanha o Lama Gangchen Rinpoch.
Para além do Lamaísmo, a cidade de São Paulo também é base e porta de entrada para uma miríade de religiões orientais, como o islamismo que, além de duas mesquitas no Brás, também está presente em Santo Amaro, São Miguel Paulista e no Cambuci. Mas são as chamadas Novas Religiões Japonesas (NRJ) que ganham destaque na capital paulista. Segundo o doutorando em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, Fernando Raphael Ferro de Lima, em “Geografia da Religião no Brasil: censos demográficos e transformações recentes”, a “migração de japoneses foi acompanhada da introdução de religiões orientais, como o budismo e o xintoísmo” (Revista de Geografia, p. 113, 2009). O templo budista de Cafeilândia (SP) foi construído no final do século XIX e é considerado o primeiro templo budista instalado na América Latina.
É do interior de São Paulo que também religiões como a Tenrykyo – que teve seu primeiro templo inaugurado em 1936, em Marília – chega à capital, estabelecendo-se na Rua Pelotas, 385, Vila Mariana. De Jundiaí, chega à Rua Domingo de Moraes, 1154, igualmente na Vila Mariana, a Heppy Science, a mais recente das NRJ (foi fundada em 1986, por Ryuho Okawa). A Perfecty Liberty também tem presença no bairro, além de 14 outras representações espalhadas pela cidade. O peso maior, porém, recai sobre a Seicho-no-iê, que mantém uma grande sede no Jabaquara, e a Igreja Messiânica Mundial, que possui uma área de 327 mil metros quadrados às margens da represa Guarapiranga, na Av. Profº Hermann Von Ihering, 6567, Jardim Casa Grande (antiga Estrada do Jaceguai), Parelheiros. Chamado de “Solo Sagrado”, o espaço é usado para ministração de cursos, Johrei e grandes concentrações de devotos de antepassados.
Com uma população quase quatro vezes maior que a do Uruguai, a cidade de São Paulo é mesmo uma concha de retalhos, de diversificação religiosa, racial e cultural. Quase que restritos à Índia e à Jamaica grupos religiosos compostos por hindus e rastafaris também tem presença em São Paulo. Na Pompeia, o Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala oferece aulas de yoga e tratamentos que envolvem técnicas alternativas de cura de enfermidades e moléstias. Outro centro hindu, a Aruna Yoga, no Paraíso, se diz “um dos mais conceituados e requintados lugares de São Paulo para a prática da Aruna Yoga”. A Aruna também se especializou na formação de instrutores. Embora oficialmente fundado em Nova Iorque, porém de orientação e fundador oriental, o Hare Krishna também tem base em São Paulo. Foi de Pindamonhagaba (SP) que os hare krishnas chegaram à capital, estabelecendo-se na Aclimação, no centro de São Paulo (SP).
Estimativas apontam que existam mais de 100 mil adeptos de religiões orientais na capital paulista. O fato de a cidade de São Paulo ser ponto de entrada ou estabelecimento de pessoas de várias nacionalidades, explica a grande diversificação religiosa, não somente característica das regiões centrais, mas também periféricas. Não somente as crenças, mas também aspectos comuns da religiosidade oriental – particularmente indiana e nipônica – se mesclaram ao cotidiano dos paulistas, na prática de atividades físicas, de yoga, em parques como o Ibirapuera, ou mesmo na Avenida Paulista, onde, entre executivos e empresários, circulam instrutores nacionais e estrangeiros, com livros de meditação, roupa típica dos países originários. O bairro da Liberdade, na região central, também é uma das áreas de maior presença de budistas, xintoístas, messiânicos e seichonoitas. Mas também há a presença de igrejas evangélicas nipônicas, como a Igreja Evangélica Holiness (IEH), fundada em 1925 por missionários japoneses. De São Paulo a IEH se estabeleceu em nove outros Estados da Federação Brasileira, além de possuir filiais no Japão.
Por Johnny Bernardo - Gospel +

Pela Espada - Por Igor Sabino


Pela EspadaRecentemente ouvi uma frase do Benjamim Nolot, líder de um movimento contra o tráfico humano, que me marcou muito. Ele falou que nos últimos dias Deus tem movido o seu coração de compaixão pelos homens viciados em pornografia, pois ele percebeu que não foram esses homens que escolheram a pornografia, mas ela quem os escolheu quando eles ainda eram crianças e sem querer foram expostas a ela. O Benjamim Nolot chegou a essa conclusão após conhecer toda a miséria da prostituição e do tráfico humano em vários lugares do mundo e perceber que a razão disso tudo era exatamente a pornografia, mas mesmo odiando o tráfico humano e combatendo-o devia amar os responsáveis por aquilo tudo.
Hoje posso dizer que sinto o mesmo pelos extremistas islâmicos, pois Deus me deu a oportunidade de ser como um deles, pelo menos brevemente. No final do ano passado eu escrevi um texto aqui sobre o extremista islâmico em mim, mostrando o quanto eu sou tentado a ser um extremista. Pois bem, pequei dessa forma novamente, ontem, aqui. Às vezes a gente não tem noção da gravidade do que pensa até que externalizar. Eu mostrei como fazia sentido para mim a “lei anti-gay” de Uganda, o que realmente ainda tem uma lógica racional para ela. A questão, porém não é se algo é justificável, mas sim se algo é correto de acordo com a Bíblia. Depois de tudo o que escrevi percebi que era como um extremista islâmico e usei a mesma lógica que eles utilizam para justificar a perseguição aos cristãos. Eu percebi que estava utilizando a mesma lógica deles de querer resgatar a honra de um deus ofendido, como se o meu Deus realmente precisasse disso. Esse é o raciocínio do extremismo.
O maior problema é o coração. Jesus nos alerta que é de lá que procede todo o pecado do homem. O meu maior problema é o meu coração, que mesmo disposto a amar a Deus, é tão pecaminoso que sem a graça dele, acabo amando-o de forma errada.
O que mais me consolou nisso tudo foi perceber que eu não sou o único cristão que um dia já cedeu à tentação do extremismo, de querer impor o Reino de Deus com a força do braço. Lembro-me da história de quando Jesus foi preso e um dos seus discípulos estendeu a espada e cortou a orelha do servo do sacerdote. As palavras de Jesus naquela ocasião não saem da minha cabeça:
“Mas Jesus lhe disse: Guarda a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas que eu não poderia rogar a meu Pai, e ele me enviaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? Como se cumpririam as Escrituras, que dizem ser necessário que assim aconteça?” (Mateus 26.47-56 A21)
Enfim, hoje mais do que nunca estou disposto a defender a causa dos cristãos perseguidos e combater o extremismo islâmico, pois hoje pude conhecer o extremismo de perto em meu próprio coração pecaminoso. Hoje amo ainda mais os extremistas islâmicos e estou ainda mais disposto a gastar minha vida para que eles recebam a mesma graça que tenho recebido. Hoje os amo ainda assim porque sei que se não fosse Jesus eu seria igual ou pior do que eles.
Por Igor Sabino - Gospel +

A Verdade sobre Uganda - Por Igor Sabino


A Verdade sobre Uganda – ExplicaçãoHoje à tarde publiquei um texto em que expliquei a minha visão com relação às chamadas “leis anti-gay” de Uganda. A minha maior intenção era somente expor um outro lado da História e tentar contrapor a narrativa comum divulgada pela mídia internacional. Fiz o texto com base em informações provenientes de fontes que considero seguras. Entretanto, fui bastante mal compreendido, embora tenha escolhido com bastante cuidado as palavras, temia que isso ocorresse. Por isso decidi excluir o post, uma vez que não contribuiu em nada, apenas para discussões inúteis.
Não sou dominialista nem adepto da Nova Reforma Apostólica, embora concorde com eles em sua luta contra o aborto. Com relação à Lei bíblica creio que seus princípios ainda hoje são válidos, porém em novo contexto da Nova Aliança. Até porque isso o que Jesus fez em todo o sermão do monte de Mateus 5. Em tese, as leis de Uganda me pareceram coerentes com alguns pressupostos que carrego. Entretanto, as aplicações dessas leis e suas consequências nem sempre são como a gente pensa que é. Talvez nisso eu tenha sido um pouco idealista, provavelmente por estudar tantas teorias políticas e de certa forma acreditar que se elas postas em prática de determinadas formas são capazes de atingir os fins a que se propõem.
Quero esclarecer que embora creia que as leis de Deus são as leis corretas e que deveriam ser observadas por todos os seres humanos para o seu próprio bem, não creio que essas leis devam ser impostas à sociedade através da força, mas sim através de um consenso da própria população. Racionalmente foi isso o que me pareceu estar ocorrendo em Uganda, uma vez que 85% da população é cristã e o país é uma democracia parlamentarista, assim quem elabora as leis são, pelo menos teoricamente, os representantes legítimos do povo. Um indício para mim disso era o fato de que as chamadas “leis anti-gays” foram aplicadas apenas uma vez.