Não sou dominialista nem adepto da Nova Reforma Apostólica, embora concorde com eles em sua luta contra o aborto. Com relação à Lei bíblica creio que seus princípios ainda hoje são válidos, porém em novo contexto da Nova Aliança. Até porque isso o que Jesus fez em todo o sermão do monte de Mateus 5. Em tese, as leis de Uganda me pareceram coerentes com alguns pressupostos que carrego. Entretanto, as aplicações dessas leis e suas consequências nem sempre são como a gente pensa que é. Talvez nisso eu tenha sido um pouco idealista, provavelmente por estudar tantas teorias políticas e de certa forma acreditar que se elas postas em prática de determinadas formas são capazes de atingir os fins a que se propõem.
Quero esclarecer que embora creia que as leis de Deus são as leis corretas e que deveriam ser observadas por todos os seres humanos para o seu próprio bem, não creio que essas leis devam ser impostas à sociedade através da força, mas sim através de um consenso da própria população. Racionalmente foi isso o que me pareceu estar ocorrendo em Uganda, uma vez que 85% da população é cristã e o país é uma democracia parlamentarista, assim quem elabora as leis são, pelo menos teoricamente, os representantes legítimos do povo. Um indício para mim disso era o fato de que as chamadas “leis anti-gays” foram aplicadas apenas uma vez.
Reconheço que é uma questão complexa e não tive em nenhum momento a pretensão de deter todas as explicações. Infelizmente me expressei mal e foi o que transpareceu. Assim, se causei divisão no Corpo de Cristo, peço desculpas. Não tive essa intenção. Certamente não escrevo para criar polêmicas, mas para expressar aquilo que penso ser verdade com relação à Palavra de Deus.
Por Igor Sabino - Gospel +
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